A relação mais íntima, traiçoeira e definidora de uma mulher é a que ela trava consigo mesma.

(apud Eduardo Giannetti)

Muitas das notas deste diário serão falsas e mentirosas. Acredite.

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segunda-feira, 23 de junho de 2008

Domingo

Se alguma vez eu me suicidasse, seria num domingo. É o dia em que inevitavelmente me invade a melancolia.
Aqui no Cabo, quando vamos à igreja, no fim da tarde de domingo, verificamos que ainda há mulheres fiéis aos seus maridos. É fácil identificá-las por seu aspecto infeliz, pelos seus passos tristes no descer da rua 55.
"O que fiz da minha vida?" – isto soa a uma dessas canções muito antigas, que ouço de vizinhas solitárias e abandonadas pelos maridos presentes.
Hoje me sinto vulgar e, pior do que isso, penso que deveria estar acima desta vulgaridade. Sei que tenho em mim condições para alçar vôo, lançar-me em outra vida.
Suporto estes momentos porque sei que alguém me espera, longe, muito longe.
Meu Deus, me dê a coragem de viver os dias e noites vazios da presença dele!








2 comentários:

Unknown disse...

Nossa! Você escreve muito bem, já enviou seus posts para os jornais?
Bjs..

André Leonardo

Unknown disse...

Adorei o seu Domingo, ele geralmente reflete a hipocrisia, que as pessoas precisam viver. Das famílias quase perfeitas, dos filhos quase educados, dos homens quase decentes e de mulheres quase felizes.
Tudo ideal para a mesa posta no almoço.