Em minha cela sem grades, liberta-me a vida contemplativa, a vida que não tem por objetivo fazer, mas ser.E não simplesmente ser, mas tornar-me. Para onde vou? Não sei, mas acredito que, descendo a rua 55, aqui perto, me levo a qualquer lugar do mundo.
Moro no Cabo de Santo Agostinho, sim, mas não por muito tempo. Aqui, todas as meninas acabam se parecendo com suas mães. É a nossa tragédia.
Mas eu, ao menos, olho as estrelas.

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