É fácil relatar o que não importa!
Eu gostaria de dizer, dizer, dizer tudo o que sei, tudo o que penso, tudo o que adivinho, tudo o que me encanta e me fere e me espanta aqui no Cabo de Santo Agostinho.
A relação mais íntima, traiçoeira e definidora de uma mulher é a que ela trava consigo mesma.
(apud Eduardo Giannetti)
Muitas das notas deste diário serão falsas e mentirosas. Acredite.
Todos sabemos que a história da humanidade não é a mesma quando contada pelas mulheres e pelos homens. Os mesmos séculos, as mesmas guerras, os mesmos tempos vividos juntos e, no entanto, com histórias tão diferentes que parecem dois mundos separados. E na verdade foram. E em muitas latitudes ainda continuam a ser. Laurinda Alves
Nasci no Cabo de Santo Agostinho e provavelmente não morrerei lá.
Gosto de curtir minha sexualidade ainda imatura, antes que ela se expanda na sensualidade ao mesmo tempo jubilosa e angustiada, livre e travada, dos adultos.
Adoro as perturbações da adolescência, e ainda não tenho vontade de me casar com ninguém, mas sempre sonho que me caso com um tigre muito grande e peludo.
Se eu um dia atravessasse o Paraíso em um sonho e me dessem uma flor como prova de que eu havia estado ali, e se ao despertar encontrasse essa flor em minha mão...então o quê?
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