Em relação alguma sou tão cruel como no amor.Em mim nunca funcionou o sentimento da piedade. Quando é o caso, o que me surge não é a piedade mas o desprezo ou a irritação.
Sei o quanto se sofre quando não se é amado. Mas isso não me comove quando não amo quem me ama.
Só no amor sou intolerante e cruel.
Um homem tudo pode de mim pedir e obter. Exceto que eu o ame, porque meu sentir independe da razão.
Por outro lado, sei que a única possibilidade de ser amada por quem não me ama é esconder que eu o amo. Então não desço, e ele, porque não sobe, tem menos apreço por si, e mais apreço pela amante que sou.
Em todas as situações a compaixão tem um limite. Mas quando deixo de amar de verdade, a compaixão acaba e a repugnância começa.
O jogo do amor é um jogo de forças.

Um comentário:
thy,
o que mais admiro em você, além da excepcional habilidade e particularidade com as letras, é a camaleônica fotogenia, rsrs...linda, multifacetada e sábia. Salve Dorothy!
Postar um comentário